quarta-feira

Um novo ano...

Partirmos, neste Estabelecimento de Ensino, da premissa de que as diferenças entre a família e a escola, outorgam responsabilidades, de carácter diferente, a pais e professores, torna-se necessário que a escola permita actuar de forma convergente e solidária, assumindo a família como parceiros.

No entanto, a relação entre pais e professores tem, seguramente, de sofrer alterações ao mais variado nível (mentalidades, atitudes, estratégias, práticas, inputs e outputs,...) constituindo-se, enquanto processo, gerado pela mudança e gerador da mesma, num verdadeiro desafio.
Esta é uma problemática que se constitui, por mera sistematização, enquanto fragmento de uma globalidade que é a relação entre a família e a escola. Uma totalidade que aponta para dinâmicas sociais, políticas e educativas.
Actualmente a relação entre família e escola ainda ocasionalmente inscrita numa dualidade formada de tensões e antagonismos, por um lado e, por outro, de complementaridades e implicações mútuas.
Os pais deveriam equacionar a escola enquanto espaço de intervenção e os professores encararem os pais como parceiros válidos no processo educativo. O envolvimento parental conduz ao sucesso.
Actualmente é difícil negar o papel determinante que a comunidade em geral, e especificamente a família, desempenham na escola. Um papel baseado, não na dependência, mas numa cooperação que se torna essencial assegurar. Neste sentido e num contexto de mudança cada vez mais rápido levou a que implicitamente há já alguns anos se venha a assistir a tentativas de reconceptualização da relação família/escola.
O envolvimento dos pais na vida da escola proporciona benefícios mútuos e variados: "para o desenvolvimento e aproveitamento escolar das crianças, para os pais, para os professores e as escolas e para o desenvolvimento de uma sociedade democrática"(Davis 1989).
As Associações de Pais e Encarregados de Educação existentes nas escolas têm como finalidade contribuir para o bom funcionamento das escolas e para o sucesso educativo dos alunos, em cooperação com todas as entidades interessadas e responsáveis pela qualidade da educação, para que daí resulte um melhor aproveitamento para os alunos. Este direito/ dever assiste aos Pais ou Encarregados de Educação, num ensino democrático, progressista, criador de condições para o desenvolvimento da personalidade dos estudantes e da preparação para a vida nos termos definidos pela lei vigente.
Torna-se imperativo intensificar a relação Escola – Família – Meio desenvolvendo recursos culturais e educativos tornando assim a escola um pólo de desenvolvimento local.
Para além dos pressupostos já enunciados, acreditamos que as escolas existem porque existem alunos e que cada aluno é um ser único, irrepetível, o que exige da parte de todos nós, comunidade educativa, uma forte co-responsabilização pelo acto de o educar, ou seja, …

“É preciso toda uma aldeia para educar uma criança”
Provérbio africano

1 comentário:

Anónimo disse...

Vejo que continuam sempre a trabalhar para os alunos e para o Sucesso Educativo.
" De mãos dadas"